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Diarista foi contida por policiais militares na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na tarde de sexta-feira (10), enquanto cobrava valores que, segundo ela, seriam devidos por um ex-patrão. A mulher estava acompanhada da filha de 7 anos no momento da ocorrência.
Imagens registradas por testemunhas mostram a ação policial. Durante a abordagem, dois agentes colocaram a mulher no chão e a algemaram. Após se levantar, ela afirmou repetidamente que aceitaria ir até a delegacia, mas pedia que as algemas fossem retiradas.
De acordo com a Polícia Militar, a contenção ocorreu porque a mulher apresentava “forte agitação e resistência ativa”. A corporação informou que o uso de algemas foi necessário para garantir a segurança dos policiais e da própria envolvida. Segundo a PM, o equipamento foi retirado assim que a situação foi controlada dentro da viatura.
Ainda conforme a versão oficial, a diarista teria danificado a porta de vidro de uma empresa e ameaçado funcionários do local. A ocorrência foi encaminhada ao 78º Distrito Policial, nos Jardins, onde foi registrada como ameaça e dano material.
O caso gerou repercussão e motivou questionamentos por parte da deputada estadual Ediane Maria. No sábado (11), ela protocolou ofícios direcionados à Secretaria de Segurança Pública e à Ouvidoria das Polícias de São Paulo, solicitando esclarecimentos sobre a atuação dos agentes.
Nos documentos, a parlamentar questiona quais protocolos foram seguidos durante a abordagem, se houve abertura de investigação interna e quais medidas poderão ser adotadas para evitar situações semelhantes, especialmente em ocorrências que envolvem conflitos civis e a presença de crianças.
Até o momento, não houve retorno oficial adicional por parte da Secretaria de Segurança Pública ou da Ouvidoria da Polícia Militar sobre os questionamentos apresentados.
O caso segue em análise e pode ter novos desdobramentos a partir das investigações solicitadas.
