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Na tarde de sábado, 28 de março de 2026, um acidente fatal envolvendo o motociclista José Antônio Sabino Herrera, de 22 anos, resultou na sua morte instantânea no Centro Político Administrativo (CPA), em frente ao Palácio Paiaguás, em Cuiabá. O trágico episódio foi registrado por câmeras de segurança e expôs uma situação de risco nas vias da cidade, levantando questionamentos sobre a segurança da sinalização de bloqueios em vias públicas.
A Dinâmica do Acidente
O vídeo mostra José Antônio trafegando pela Avenida Desembargador Carlos Avalone, uma via que frequentemente é fechada aos finais de semana para lazer. A área estava sinalizada com cones e barreiras plásticas, mas o elemento fatal foi uma corrente de metal esticada transversalmente à pista, conectando os pontos de sinalização.
O jovem aparentemente não percebeu a presença da corrente, que, por ser fina e de difícil visualização contra o asfalto, acabou se tornando invisível para ele. Ao atingir a barreira, a corrente atingiu a vítima na região do pescoço, arremessando-o da motocicleta. O impacto foi fatal, e o jovem caiu no asfalto, vindo a óbito no local.
Tentativas de Socorro e Investigação
Testemunhas acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas os paramédicos apenas puderam confirmar o óbito. A perícia inicial revelou que José Antônio não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e seu corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), sob a liderança do delegado Afonso Monteiro Júnior, está investigando o caso. A principal questão é sobre a segurança da sinalização da via, já que correntes e cabos de aço, se não forem devidamente sinalizados com fitas refletivas ou placas de advertência, podem se tornar obstáculos perigosos para condutores, especialmente motociclistas.
Debate Sobre a Sinalização no Centro Político
Este acidente fatal levanta um debate crucial sobre a segurança das vias públicas, principalmente em áreas com acesso restrito, como o Centro Político Administrativo. Especialistas apontam que o uso de correntes como barreiras de sinalização, sem os devidos alertas visíveis, pode ser uma falha grave na segurança pública. A Polícia Civil agora irá apurar se houve negligência na instalação da sinalização e se ela atendia aos requisitos de segurança do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
