Fachada do Edifício Sede do Instituto Nacional do Seguro Social - Previdência Social.
Foto: Pedro França/Agência Senado
Fachada do Edifício Sede do Instituto Nacional do Seguro Social - Previdência Social. Foto: Pedro França/Agência Senado
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Investigado por descontos irregulares em aposentadorias, Maurício Camisotti tenta converter prisão preventiva em domiciliar.

 

Maurício Camisotti firmou um acordo de colaboração com a Polícia Federal no qual reconhece envolvimento em irregularidades relacionadas a descontos aplicados em benefícios do INSS. Ele está detido desde setembro do ano passado e é apontado como peça-chave no esquema investigado pela Operação Sem Desconto.

As apurações indicam que o empresário teria atuado não apenas na operacionalização das cobranças indevidas, mas também em práticas como fraude na recuperação de créditos e pagamento de propinas para sustentar o funcionamento do sistema. A colaboração assinada é a primeira dentro dessa investigação.

O conteúdo do acordo foi encaminhado nesta semana ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável por validar a delação. A defesa aposta que a cooperação com as autoridades possa resultar na substituição da prisão atual por regime domiciliar. Antes disso, o material ainda passará pela análise da Procuradoria-Geral da República.

Camisotti também esteve entre os alvos da mesma etapa da operação que levou à prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A investigação ganhou visibilidade após ações realizadas no ano passado por órgãos de controle e combate à corrupção.

Segundo os investigadores, o esquema envolvia o uso de entidades e empresas que, na prática, serviriam para encobrir a origem de recursos obtidos de forma irregular, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.

A delação pode abrir novos caminhos para a investigação, contribuindo para identificar outros participantes e detalhar o funcionamento da estrutura fraudulenta que atingiu beneficiários da Previdência.

Um dos principais nomes investigados em fraudes no INSS decidiu colaborar com a Justiça e pode ter a prisão convertida em domiciliar.

 

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