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Auditoria interna revelou prejuízo superior a R$ 1 milhão; polícia apura manipulação de documentos, bloqueia contas e sequestra imóveis.
Uma investigação da Polícia Civil apura um esquema de desvio superior a R$ 1 milhão em uma empresa de hortifrutigranjeiros de Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba. A principal suspeita é a gerente administrativa do estabelecimento, uma mulher de 51 anos, apontada como responsável por fraudar registros internos e reter valores pagos por clientes. O marido dela, de 59 anos, também é investigado.
A suspeita surgiu após uma auditoria feita pela própria empresa identificar inconsistências em pagamentos, descontos e lançamentos financeiros. A partir desse levantamento, a polícia passou a investigar a possível manipulação de documentos logísticos e planilhas usadas no controle de mercadorias e recebimentos.
Segundo a apuração, a investigada teria alterado romaneios, concedido descontos indevidos e lançado pagamentos como quitados, mesmo sem a entrada real dos recursos no caixa da empresa. Há ainda indícios de que documentos foram retirados do local e arquivos apagados de um computador corporativo, numa tentativa de dificultar a descoberta das irregularidades.
Durante diligências realizadas nesta semana, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca em dois imóveis ligados ao casal, incluindo uma residência de alto padrão. Foram apreendidos celulares, documentos e mídias eletrônicas, que agora passarão por perícia.
Por decisão judicial, seis imóveis localizados em São Gotardo foram sequestrados, além do bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados.
Outro ponto que chamou a atenção foi a incompatibilidade entre o padrão de vida apresentado pelo casal e a renda oficialmente declarada, o que reforça a linha de investigação sobre enriquecimento ilícito e ocultação patrimonial.
O inquérito continua para rastrear a movimentação do dinheiro e verificar se há participação de outras pessoas no esquema.


