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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta segunda-feira (6) ao afirmar que o país poderia ser “tomado em uma noite”, indicando a possibilidade de uma ofensiva militar de grande escala já nesta terça-feira (7).
Durante pronunciamento na Casa Branca, Trump afirmou que, caso o governo iraniano não chegue a um acordo considerado aceitável ou não reabra o Estreito de Ormuz, importantes infraestruturas do país poderão ser alvo de ataques. Entre as ameaças, estão a destruição de pontes e usinas de energia.
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo, foi fechado pelo Irã após ataques realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel no final de fevereiro, o que intensificou ainda mais o conflito na região.
Trump também confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, afirmando que, apesar de representar um avanço, a proposta ainda não era suficiente para encerrar as hostilidades. O Irã, por sua vez, também descartou a trégua, defendendo um acordo definitivo para o fim da guerra.
No mesmo dia, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o país realizaria o maior volume de ataques desde o início da operação militar contra o Irã, com novas ofensivas previstas para as próximas horas.
Além das declarações sobre o conflito, Trump também afirmou que, se pudesse, tomaria o petróleo iraniano, reforçando o tom duro adotado pelo governo norte-americano.
Autoridades iranianas demonstraram preocupação com a possibilidade de ataques a infraestruturas civis, o que, segundo normas do direito internacional, pode ser considerado crime de guerra.
O cenário aponta para uma escalada significativa das tensões no Oriente Médio, com risco de ampliação do conflito caso não haja avanço nas negociações diplomáticas nas próximas horas.
