Foto: Reprodução/Unsplash
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Decisão sobre continuidade depende de Davi Alcolumbre enquanto oitivas seguem

 

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou ter reunido as assinaturas necessárias para prorrogar os trabalhos da comissão no Senado. O colegiado, que tem prazo inicial até 14 de abril, busca estender as atividades por mais 60 dias para concluir investigações e votar o relatório final.

A decisão sobre a continuidade da CPI agora cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que deverá deliberar sobre o pedido. Enquanto aguardam a definição, os parlamentares mantêm o calendário de oitivas previsto para os próximos dias.

Segundo Vieira, ainda há depoimentos relevantes e uma grande quantidade de documentos a serem analisados. Em publicação nas redes sociais, o senador destacou a importância da continuidade dos trabalhos para o avanço das investigações.

Com o prazo apertado, a CPI intensificou sua agenda. Entre os depoimentos previstos está o do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, marcado para terça-feira (7). Apesar de ter sido convocado, ele obteve habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do STF, que o desobriga de comparecer. Ainda assim, a sessão está mantida.

Os parlamentares pretendem questionar Ibaneis sobre decisões estratégicas do BRB em operações relacionadas ao Banco Master, caso investigado pela Polícia Federal e considerado central para a possível prorrogação da comissão.

No mesmo dia, também deve prestar depoimento o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, abordando o domínio de facções criminosas em unidades prisionais do país.

Já na quarta-feira (8), estão previstas as oitivas de Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo, ex-presidente e atual chefe do Banco Central, respectivamente. Campos Neto já havia conseguido habeas corpus anteriormente para não comparecer, enquanto Galípolo deve participar como convidado.

Instalada em novembro, a CPI enfrenta entraves judiciais que impactaram o andamento das investigações. Entre eles, a suspensão da quebra de sigilo da empresa Maridt, que tem como um dos sócios o ministro do STF Dias Toffoli. A decisão foi mantida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, após recurso da comissão.

Diante das decisões judiciais, integrantes da CPI têm feito críticas à atuação de ministros do Supremo e afirmam que irão adotar medidas legais para dar continuidade às investigações.

 

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