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O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário no conflito com Estados Unidos e Israel, alegando que a medida permitiria aos adversários se reorganizarem e prolongarem a guerra. A posição foi confirmada nesta segunda-feira (6) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei.
Segundo o governo iraniano, o objetivo é encerrar definitivamente o conflito, com garantias de que novas hostilidades não voltem a ocorrer. Baghaei afirmou que o país já preparou uma resposta às exigências apresentadas pelos Estados Unidos, mas não detalhou quando ela será divulgada.
A proposta em discussão, mediada por atores regionais, prevê um cessar-fogo de 45 dias como parte de um acordo em duas etapas que poderia levar ao fim permanente da guerra. No entanto, o Irã classificou as condições apresentadas como “excessivas, incomuns e ilógicas”, além de destacar desconfiança em negociações anteriores com os norte-americanos.
O porta-voz também criticou o tom das exigências, afirmando que não há espaço para diálogo sob ameaças. A declaração faz referência a posicionamentos do presidente dos Estados Unidos, que sinalizou a possibilidade de ataques a instalações estratégicas iranianas.
Em meio à escalada de tensão, o porta-voz das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que qualquer novo ataque contra alvos civis resultará em uma resposta significativamente mais intensa por parte do país.
O cenário indica um agravamento das relações na região, com risco de ampliação do conflito caso não haja avanço nas negociações diplomáticas.
