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Foto: Flickr/Lula Oficial
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Presidente critica privatização da BR Distribuidora e promete medidas rígidas contra a especulação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou suas críticas à privatização da BR Distribuidora e sugeriu, em declaração nesta quarta-feira (1º), que é necessário “colocar alguém na cadeia” para conter a exploração nos preços dos combustíveis, especialmente o diesel, cujos aumentos têm sido exacerbados pela guerra no Oriente Médio.

Durante a 17ª Caravana Federativa em São Paulo, Lula falou sobre a fiscalização intensificada em todo o Brasil para combater a elevação indevida dos preços dos combustíveis. “Estamos com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando porque nós vamos ter que colocar alguém na cadeia (…) Tem muito malandro. Tem gente tão safada nesse país que é capaz de querer ganhar dinheiro com o enterro da mãe”, declarou o presidente, enfatizando sua disposição para enfrentar a especulação no mercado.

Lula também aproveitou a oportunidade para criticar duramente o governo de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, foi responsável por repassar a BR Distribuidora à iniciativa privada, o que, para Lula, tem dificultado o controle dos preços. “Venderam a BR (Distribuidora). Se a gente tivesse distribuidora, a gente controlava. Porque a Petrobras abaixa o preço, mas não chega na bomba”, disse o presidente, explicando que a privatização prejudicou a capacidade do governo de controlar a distribuição e os preços do combustível.

Aumento no preço do diesel, causado principalmente pela crise no Oriente Médio, levou a uma disparada de até R$ 1 por litro em algumas regiões do Brasil. Para tentar controlar a situação, o governo federal adotou medidas de fiscalização mais rigorosas e outras estratégias para tentar conter o aumento nos preços do mercado interno.

As declarações do presidente refletem sua insatisfação com os impactos da privatização no setor energético, além de ressaltar as dificuldades enfrentadas para mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio nos preços dos combustíveis.

 

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