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Foto: © Joédson Alves/Agência Brasil
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Wladimir Soares, condenado por participação em trama golpista, perde cargo após determinação do STF

 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou nesta terça-feira (30) o policial federal Wladimir Matos Soares, condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na trama golpista que tinha como objetivo assassinar autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes. A demissão foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU), cumprindo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que todos os condenados na trama perdessem seus cargos públicos.

Soares fazia parte do chamado “núcleo 3” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), grupo que estava envolvido no planejamento dos assassinatos. Durante as investigações, a Polícia Federal obteve um áudio em que o policial federal afirmava pertencer a um grupo armado que defendia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No áudio, Soares expressa sua disposição para cometer homicídios em nome de um suposto “defesa da democracia”, dizendo: “A gente ia com muita vontade, íamos empurrar meio mundo de gente, íamos matar meio mundo de gente, não estava nem aí mais”.

As investigações indicaram que o agente da PF estava infiltrado na equipe de segurança durante a campanha eleitoral de 2022, com o objetivo de repassar informações estratégicas para os conspiradores. A trama golpista, que buscava um golpe de Estado, gerou grande repercussão no Brasil, e os envolvidos estão sendo processados por suas ações, que ameaçavam a ordem democrática e a segurança das autoridades constitucionais.

A exoneração de Wladimir Soares é mais uma consequência das investigações em andamento e reafirma o comprometimento das instituições em responsabilizar os envolvidos em planos golpistas.

 

Relembre o caso: a trama golpista e a participação de Wladimir Soares

Em 2022, a Polícia Federal (PF) desvendou uma trama golpista que visava assassinatos de figuras políticas de destaque, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. A conspiração envolvia um grupo armado que se dizia disposto a agir em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra as autoridades do governo eleito.

Wladimir Matos Soares, um policial federal, foi identificado como membro desse grupo e fazia parte do chamado “núcleo 3” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Soares foi condenado a 21 anos de prisão por sua participação nos planos criminosos. De acordo com investigações, ele estava infiltrado na equipe de segurança da campanha eleitoral de 2022, com o intuito de repassar informações estratégicas e contribuir para o sucesso do golpe.

Um áudio obtido pela Polícia Federal revelou as intenções violentas de Soares, que, em uma conversa gravada, demonstrou grande disposição para matar autoridades políticas, dizendo: “A gente ia com muita vontade, íamos empurrar meio mundo de gente, íamos matar meio mundo de gente, não estava nem aí mais”.

Após a conclusão das investigações, Soares foi exonerado da Polícia Federal, atendendo à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que exigia a perda do cargo público de todos os envolvidos na trama golpista.

Esse caso gerou grande repercussão no país e acendeu um alerta sobre a ameaça à democracia e a necessidade de responsabilizar aqueles que tentaram minar o processo democrático e atentaram contra a vida de autoridades brasileiras.

 

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