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Foto: Flickr/Agência Senado
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Comissão aprova investigações sobre fraude no Banco Master e convoca ex-presidentes de bancos para esclarecer irregularidades

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta terça-feira (31), a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, um dos investigados na fraude financeira que envolveu o antigo Banco Master. A votação foi repetida para garantir maior segurança jurídica, especialmente após a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que questionou a forma simbólica de votação de outras comissões.

A CPI, que já havia aprovado a quebra de sigilo de Zettel em março, optou por refazer a votação de maneira nominal, para evitar possíveis questionamentos no STF. O empresário é cunhado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central após envolvimento em fraudes financeiras. Zettel foi preso em abril após se entregar à Polícia Federal na última fase da Operação Compliance Zero.

Além da quebra de sigilo de Zettel, a comissão aprovou a convocação de figuras-chave da administração financeira e política do país. Entre os convocados estão Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e os ex-governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (RJ), todos com o objetivo de esclarecer a participação e as responsabilidades envolvidas na fraude do Banco Master.

O colegiado também aprovou a quebra de sigilo de empresas e do ex-ministro do Trabalho e Emprego, José Carlos Oliveira, e o pedido de convocação de Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, além de Yan Felix Hirano, suspeito de facilitar operações ilegais dentro do sistema financeiro.

O andamento das investigações promete trazer mais esclarecimentos sobre os desdobramentos da fraude e o impacto de figuras públicas envolvidas no escândalo.

 

Relembre o Caso

A fraude financeira envolvendo o Banco Master ganhou destaque após a liquidação do banco, que foi acusado de operar irregularidades financeiras significativas. O caso envolveu figuras de alto escalão, incluindo Daniel Vorcaro, ex-proprietário da instituição, e outros empresários como Fabiano Zettel, seu cunhado.

O Banco Master foi fechado pelo Banco Central, que apontou falhas graves em sua gestão e operações financeiras. Zettel foi um dos investigados e preso em 2025, após ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes em transações bancárias. As investigações da CPI do Crime Organizado têm o objetivo de esclarecer as responsabilidades de pessoas e instituições envolvidas.

Dentre as convocadas pela comissão, estão importantes figuras do sistema financeiro e do governo, como Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e ex-governadores de estados. Esses depoimentos são vistos como essenciais para entender as ligações entre o esquema de fraude e as altas esferas da administração pública.

A CPI busca responsabilizar aqueles que, direta ou indiretamente, facilitaram a ocorrência das fraudes financeiras e esclarecer a extensão do impacto no sistema bancário e na economia do Brasil.

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