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Uma técnica de enfermagem de 44 anos afirmou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que a tentativa de sair com um recém-nascido de um hospital público foi apenas uma “brincadeira”. O caso ocorreu no último sábado (29), no Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal.
A profissional, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, foi detida após tentar deixar a unidade com o bebê, que havia nascido poucas horas antes. A mãe da criança estava desacordada no pós-operatório no momento da ação.
Em depoimento, a técnica relatou que estava de plantão e prestava assistência ao recém-nascido, que apresentava quadro de hipoglicemia. Segundo ela, a atitude teria sido motivada por uma suposta brincadeira com colegas de trabalho.
“Vamos fazer uma brincadeira que a gente sai com o bebê e vê se as seguranças falam alguma coisa”, teria dito antes de pegar a criança e se dirigir à saída. A ação foi interrompida por uma vigilante, que questionou a situação. Ainda de acordo com a profissional, ela teria retornado imediatamente ao setor após a abordagem.
Conduta contraria protocolos
A direção da unidade informou que a atitude foi considerada irregular e contrária aos protocolos institucionais. De acordo com o superior da técnica, nenhum profissional tem autorização para retirar um recém-nascido sem acompanhamento do enfermeiro responsável e do médico pediatra, além de estrutura adequada para transporte.
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pelo hospital, destacou que a colaboradora tentou retirar a criança sem autorização e em desacordo com as normas de segurança. A instituição afirmou ainda que possui protocolos rigorosos para controle e circulação nas maternidades.
Após o ocorrido, a profissional foi afastada imediatamente das funções, e o caso segue sob apuração administrativa e policial.
Desdobramentos
A técnica de enfermagem foi liberada nesta segunda-feira (30), após passar por audiência de custódia. A defesa informou que não irá se manifestar neste momento, alegando que os fatos ainda estão sendo apurados.
Segundo relato da vigilante, a profissional apresentou abalo emocional, chorou e pediu desculpas, afirmando estar enfrentando problemas pessoais.
O caso segue em investigação, e as autoridades devem apurar se houve intenção criminosa ou se a conduta será tratada como infração administrativa e disciplinar.


