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Crédito da imagem: AFP via Diario de Pernambuco

Conflito se intensifica com entrada dos houthis, bombardeios em capitais e pressão sobre rotas globais de energia

O Irã lançou, nesta segunda-feira (30), uma série de ataques com mísseis contra Israel, ampliando a escalada do conflito que já se estende por cerca de um mês na região. Em resposta, forças israelenses realizaram bombardeios contra alvos na capital iraniana, Teerã.

De acordo com as Forças Armadas israelenses, também foram interceptados dois drones lançados a partir do Iêmen pelo grupo houthi, aliado do Irã. A participação direta da facção marca um novo estágio da guerra, que vem se expandindo para além dos confrontos iniciais.

Israel afirmou ter atingido estruturas classificadas como militares em Teerã. Paralelamente, houve ataques em Beirute, onde alvos ligados ao Hezbollah foram bombardeados. O grupo também teria lançado foguetes contra território israelense no mesmo dia.

O cenário se agrava com a movimentação dos Estados Unidos na região. O presidente Donald Trump afirmou que há canais de diálogo em andamento com o Irã, mas, ao mesmo tempo, determinou o envio de reforços militares ao Oriente Médio.

A medida foi criticada por autoridades iranianas, que acusam Washington de adotar um discurso ambíguo, ao sinalizar negociações enquanto amplia sua presença militar. O ministro interino da Defesa do Irã, Majid Ebn-e Reza, declarou que o país seguirá respondendo aos ataques e reforçando sua capacidade de defesa.

Além dos impactos militares, o conflito já provoca efeitos diretos na economia global. O fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os mercados de energia, já que a rota concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

A entrada dos houthis também acende o alerta para o Estreito de Bab el-Mandeb, outro ponto estratégico para o comércio internacional, diante do risco de interrupções no tráfego marítimo.

Em meio à escalada, há incertezas sobre os próximos passos. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, os Estados Unidos avaliam cenários que vão desde uma possível intervenção mais direta até negociações por cessar-fogo em curto prazo.

O conflito segue em rápida evolução, com potencial de ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio e seus impactos no cenário global.

 

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