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Uma idosa de 85 anos perdeu R$ 100 mil após cair no golpe do falso bilhete premiado, em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O crime aconteceu em novembro de 2025, quando a vítima foi abordada por duas mulheres no Centro da cidade e convencida a transferir o valor sob a promessa de participação em um prêmio milionário.
Segundo a Polícia Civil, uma das suspeitas apresentou um suposto bilhete premiado no valor de R$ 3 milhões e alegou não poder receber o dinheiro por motivos religiosos. Em seguida, uma segunda mulher se apresentou como advogada e reforçou a história, convencendo a idosa a participar da divisão do prêmio.
As golpistas levaram a vítima até uma agência bancária, onde simularam uma transferência de R$ 150 mil, enquanto a idosa realizou um depósito de R$ 100 mil. Após a ação, elas seguiram até a rodoviária da cidade, onde se separaram da vítima, que voltou para casa mantendo contato telefônico com as suspeitas.
No dia seguinte, ao assistir a uma reportagem sobre um golpe semelhante, a idosa desconfiou da situação. Ao entrar em contato com uma das mulheres, recebeu a promessa de devolução do dinheiro, o que não ocorreu.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou integrantes da quadrilha responsáveis pela movimentação financeira e suporte logístico do crime. Na sexta-feira (27), foi deflagrada a Operação Prêmio Fantasma para cumprimento de mandados judiciais.
Dois suspeitos foram presos: Leandro Rodrigues Maciel, de 47 anos, em Passo Fundo (RS), e Marcos Felipe Quadros, de 31, em Curitiba (PR). Com eles, foram apreendidos cheques, celulares e máquinas de cartão, que serão periciados.
De acordo com a polícia, o grupo atuava de forma interestadual, com integrantes em diferentes regiões do país. As investigações continuam para identificar e localizar todos os envolvidos, incluindo as duas mulheres que aplicaram o golpe diretamente contra a vítima.


