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Sobe para 37 o número de mortos após chuvas em Juiz de Fora e Ubá
Foto Hélio de Souza
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A tragédia causada pelas fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá no início da semana já contabiliza 37 mortes confirmadas e 33 pessoas desaparecidas. Em Juiz de Fora, são 30 óbitos e 31 desaparecidos. Já em Ubá, foram registradas sete mortes e dois desaparecidos. Entre as vítimas estão estudantes e uma professora.

As chuvas intensas começaram na segunda-feira (23) e provocaram deslizamentos, alagamentos e desabamentos em diversos bairros. Em Juiz de Fora, as mortes foram registradas nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. Somente na madrugada desta quarta-feira (25), cinco corpos foram encontrados nos bairros Paineiras, Esplanada e Vila Ideal.

O sétimo óbito registrado em Ubá ocorreu por eletrocussão, quando um homem entrou em área alagada. O caso ainda não consta no balanço oficial da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros, pois aguarda registro formal pela Defesa Civil.

Buscas continuam

O Corpo de Bombeiros entrou no segundo dia de buscas por desaparecidos nos escombros das áreas mais afetadas. As equipes municipais seguem mobilizadas no atendimento às ocorrências e no suporte às famílias atingidas.

De acordo com a Defesa Civil, quase 800 ocorrências foram registradas em Juiz de Fora desde o início do temporal. A maioria envolve escorregamentos de talude, ameaças de deslizamento e alagamentos. Cerca de mil pessoas estão sem energia elétrica na cidade.

Mais de 3,5 mil desabrigados

A estimativa é de que mais de 3.500 pessoas estejam desabrigadas e recebendo apoio da Prefeitura para acolhimento e acomodação provisória. A prefeita Margarida Salomão decretou luto oficial de três dias no município.

Foi organizada uma frente de ajuda humanitária, com a criação de um núcleo de apoio às famílias atingidas. A Secretaria Especial de Direitos Humanos coordena a rede de solidariedade e estruturou pontos oficiais para recebimento de doações.

Estão sendo arrecadados água mineral, alimentos não perecíveis, materiais de limpeza e higiene pessoal, colchões, cobertores, travesseiros, toalhas de banho, roupas e calçados.

Cidade está entre as mais vulneráveis do país

Segundo levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Juiz de Fora é a 9ª cidade brasileira com maior população vivendo em áreas de risco de deslizamentos, enchentes e enxurradas.

Com população estimada em 540.756 habitantes, cerca de 128.946 pessoas vivem em áreas classificadas como de risco, o que representa 23,7% dos moradores do município.

Enquanto as buscas continuam e a cidade tenta se reorganizar, o cenário ainda é de dor e incerteza para dezenas de famílias que aguardam notícias de desaparecidos.

Destaques ISN

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