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Nesta semana, Vinicius Júnior voltou a ser vítima de racismo. Infelizmente, estamos falando de algo que se tornou recorrente: já foram quase 20 casos desde que o atacante desembarcou na Europa. A notícia rodou o mundo, e até veículos não especializados em esporte abordaram o assunto. Mas o que nos faz acreditar que esta será a última vez? A resposta é uma só: não será!
O novo episódio de racismo contra Vini Jr reacendeu um debate que insiste em se repetir no futebol europeu. E pasmem, torcedores do Benfica demonstraram apoio ao atacante argentino Gianluca Prestianni – mesmo com o clube tendo em Eusébio (nascido em Moçambique e naturalizado português) a imagem de ídolo. Então vale tudo quando a vítima joga no time adversário?
A falta de pulso firme das entidades que regulam o futebol nos diferentes continentes – e aqui menciono não apenas a UEFA, mas também a própria CONMEBOL – faz com que os criminosos saiam impunes. E esse discurso é válido até mesmo nas categorias de base: em 2025, o atacante Luighi, que defende o Palmeiras, foi vítima de racismo em plena Copa Libertadores Sub-20.
Chegamos então a um consenso: é preciso ir além das notas oficiais e das campanhas publicitárias estampadas em patches nos uniformes. Clubes, federações e autoridades devem aplicar sanções esportivas severas, identificar e banir jogadores e torcedores envolvidos. Enfim, responsabilizar criminalmente os culpados, já que o combate ao racismo exige compromisso real.
A pergunta que levanto aqui não quer saber se esse foi o último caso. E muito menos quando será o próximo. O questionamento fica para o “Até quando?” Enquanto não houver consequências duras e sistemáticas, novos episódios continuarão a manchar o futebol. Dentro e fora das quatro linhas. Logo, é hora de agir!