Publicidade
PM Rodoviária desmonta rota de contrabando e descaminho em Patrocínio
Foto reprodução
Publicidade
Getting your Trinity Audio player ready...

A Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais desarticulou, em menos de cinco horas, duas operações ilegais de contrabando e descaminho no trecho da MGC-462, que corta o município de Patrocínio, no Alto Paranaíba. As ações ocorreram na tarde e início da noite desta quarta-feira (21), com apreensão de mercadorias de alto valor, incluindo celulares, perfumes e eletrônicos, todos sem documentação fiscal.

A primeira apreensão ocorreu às 14h25, no km 10 da rodovia. Um veículo VW Gol, conduzido por um homem de 32 anos, foi abordado durante operação de rotina. No porta-malas, os militares encontraram uma bolsa contendo 9 celulares Xiaomi, 11 receptores de TV a cabo das marcas Audisat e Revuelto, além de 21 frascos de perfumes importados Lattafa e Sterling. Como não havia qualquer nota fiscal ou documentação de importação, a Receita Federal foi acionada e determinou a apreensão da carga.

Mais tarde, às 18h43, no km 14 da mesma rodovia, os policiais interceptaram um ônibus fretado que fazia a linha São Paulo (SP) para Rio Pardo de Minas (MG). No compartimento de bagagens, foi encontrada uma grande quantidade de acessórios eletrônicos e smartphones, incluindo iPhones, também sem qualquer comprovação fiscal. Os itens, de origem estrangeira, configuram crime de descaminho.

O descaminho ocorre quando produtos lícitos entram no país sem o devido pagamento de tributos, diferentemente do contrabando, que envolve mercadorias proibidas. Todos os produtos foram encaminhados para análise e custódia da Receita Federal em Patrocínio, que será responsável pelos procedimentos legais, como avaliação de prejuízo aos cofres públicos e eventual leilão ou destruição.

Os envolvidos nas duas ocorrências foram identificados, mas não detidos. O crime de descaminho, em determinados casos, permite outras medidas legais em vez da prisão em flagrante. Os dados dos proprietários das cargas foram enviados para a abertura de inquérito.

As autoridades investigam agora possíveis redes por trás da aquisição e distribuição das mercadorias, que provavelmente seriam comercializadas em lojas informais ou pela internet. A PM Rodoviária destacou que essas operações evidenciam o uso das rodovias do interior como alternativas para burlar a fiscalização em vias mais movimentadas, gerando prejuízos à arrecadação federal e concorrência desleal ao comércio regular.

Publicidade

Destaques ISN

Relacionadas

Menu