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brasileiros no exterior não votaram
Reprodução internet
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Mundo – Mais de seis em cada dez brasileiros aptos a votar no exterior não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4). Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 574.345 eleitores deixaram de votar, o equivalente a mais de 62% do eleitorado brasileiro registrado fora do país.

Ao todo, 916.534 brasileiros estavam habilitados para votar no exterior. Desse total, 341.766 compareceram às seções eleitorais, representando 37,31% do eleitorado.

No exterior, os brasileiros votam exclusivamente para o cargo de presidente da República.

Lula vence Flávio entre brasileiros no exterior

Entre os eleitores que compareceram às urnas, cerca de 330 mil votos foram considerados válidos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou na primeira colocação, com 157.387 votos, ou 47,6% dos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo, com 143.900 votos, equivalentes a 43,5%.

Augusto Cury (Avante) recebeu 9.734 votos, enquanto Renan Santos (Missão) teve 8.580.

Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) ficaram próximos de 1% dos votos. Os demais candidatos tiveram resultados inferiores a esse percentual.

Além dos votos válidos, foram registrados 5.816 votos brancos e 5.068 nulos.

Estados Unidos registram abstenção acima de 70%

Os Estados Unidos, país com o maior número de eleitores brasileiros cadastrados no exterior, registraram uma taxa de abstenção ainda mais elevada.

Dos 265.022 eleitores aptos a votar nas 11 jurisdições americanas, 189.633 não compareceram, enquanto 75.389 votaram. A abstenção chegou a 71,55%.

Em 2022, a taxa havia sido de 63,36%, representando um aumento de 8,19 pontos percentuais.

Nova York teve 73,98% de abstenção. Dos 38.953 eleitores cadastrados na cidade, 10.134 votaram e 28.819 não compareceram.

A maior taxa entre as jurisdições americanas foi registrada em Hartford, com 78,75%, seguida por Chicago, com 77,68%, e São Francisco, com 74,85%.

Medo de problemas migratórios afetou comparecimento

O aumento da abstenção nos Estados Unidos ocorreu em meio ao receio de brasileiros em situação migratória irregular de encontrar agentes do ICE, órgão de imigração americano, nos locais de votação.

Representantes da comunidade brasileira procuraram consulados antes da eleição para manifestar preocupação e buscar informações sobre possíveis operações nas proximidades das seções eleitorais.

Em Nova York, outro fator apontado foi a mudança do local de votação. Neste ano, os eleitores precisaram se deslocar de Manhattan para um campus universitário localizado no Queens.

Portugal e Japão também concentram eleitores

Depois dos Estados Unidos, Portugal possui a segunda maior concentração de eleitores brasileiros no exterior, com 14,67% do total. O Japão aparece na terceira posição, com 9,62%.

Ao todo, a Justiça Eleitoral distribuiu o eleitorado brasileiro residente fora do país por 186 cidades, com 1.351 seções eleitorais.

Voto no exterior é obrigatório

Para os brasileiros que possuem domicílio eleitoral no exterior, o voto é obrigatório nas mesmas condições aplicadas aos eleitores residentes no Brasil.

A regra vale para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. O voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e pessoas não alfabetizadas.

Quem não votou no primeiro turno e não apresentou justificativa deverá regularizar a situação eleitoral dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Segundo turno acontece em 25 de outubro

Como a eleição presidencial terá segundo turno, os brasileiros que possuem domicílio eleitoral no exterior poderão votar novamente em 25 de outubro.

A votação fora do país é exclusiva para a Presidência da República. Para participar, o eleitor precisa ter o título vinculado à Zona Eleitoral do Exterior. Apenas residir em outro país não é suficiente para votar nas seções instaladas fora do Brasil.

Também não é possível utilizar uma seção eleitoral no exterior para quem estiver apenas viajando e mantiver o domicílio eleitoral no Brasil.

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