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Juiz de Fora – A Prefeitura de Juiz de Fora iniciou nesta sexta-feira (21) a demolição de 22 casas na Rua Maranhão, no bairro São Bernardo. Os imóveis foram atingidos pelas fortes chuvas de fevereiro e, após avaliações da Defesa Civil, classificados como destruídos ou interditados definitivamente.
A intervenção faz parte das ações de reconstrução realizadas após o desastre que atingiu o município no início do ano. Na região, as famílias afetadas também estão sendo atendidas por medidas habitacionais destinadas a quem perdeu a moradia.
Casas foram interditadas após as chuvas de fevereiro
Segundo a Prefeitura, as 22 residências ficam distribuídas em oito lotes na Rua Maranhão. As avaliações técnicas realizadas pela Defesa Civil concluíram que os imóveis não apresentavam condições para um retorno seguro dos moradores.
Antes da entrada das equipes responsáveis pela demolição, os moradores e responsáveis pelos imóveis foram comunicados e tiveram prazo para retirar pertences e materiais que ainda pudessem ser aproveitados.
Durante a manhã, foram retirados itens como telhas, janelas e estruturas de ferro. A Defesa Civil também realizou novas vistorias antes do início dos trabalhos.
A medida busca evitar a reocupação de edificações que foram consideradas sem condições de moradia e reduzir riscos associados às estruturas danificadas.
Abastecimento de água e energia foi interrompido
Como parte da preparação para a demolição, o fornecimento de água das residências atingidas foi interrompido pela Companhia de Saneamento Municipal (Cesama).
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por sua vez, retirou os medidores de energia elétrica das edificações. As medidas foram adotadas antes do início dos trabalhos para garantir as condições necessárias à intervenção.
A previsão é que a demolição das casas no São Bernardo continue até a próxima semana.
Outras casas já foram demolidas em Juiz de Fora
A demolição no bairro São Bernardo não é uma ação isolada. Desde as chuvas de fevereiro, outros imóveis classificados como destruídos ou sem condições de ocupação também passaram por intervenções em diferentes regiões de Juiz de Fora.
No Monte Castelo, casas foram demolidas depois que um desabamento comprometeu cinco imóveis. No Cruzeiro do Sul, oito casas que haviam sido interditadas após as chuvas também entraram no processo de demolição.
As intervenções fazem parte do conjunto de medidas adotadas pelo município após o desastre.
Famílias podem receber nova moradia pelo Compra Assistida
Para as famílias que perderam suas casas, uma das principais medidas habitacionais é o Minha Casa, Minha Vida – Compra Assistida, modalidade criada pelo Governo Federal para atender moradores afetados pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.
De acordo com o Ministério das Cidades, têm direito ao benefício as famílias que ficaram desabrigadas em razão das chuvas de fevereiro de 2026 e tiveram suas casas destruídas ou interditadas definitivamente em Juiz de Fora ou Ubá, desde que também atendam aos critérios de renda e moradia estabelecidos pelo programa.
A modalidade permite que a família escolha um imóvel novo ou usado de até R$ 200 mil. O imóvel precisa passar por avaliação e atender aos requisitos definidos pelo programa. Em situações enquadradas na política, a moradia é adquirida com recursos federais e entregue quitada à família beneficiária.
Um ponto importante é que o benefício é destinado à moradia da família afetada, e não à recomposição patrimonial de quem possuía um imóvel que estava alugado para terceiros. O Ministério das Cidades esclarece que o programa considera quem efetivamente residia no local atingido.
Reconstrução continua meses após a tragédia
As demolições mostram uma das etapas mais delicadas do processo de reconstrução: retirar estruturas que não podem mais ser ocupadas e, paralelamente, oferecer alternativas para que as famílias possam recomeçar em locais seguros.
Em agosto, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que Juiz de Fora continuava recebendo intervenções de recuperação e prevenção, incluindo obras de macrodrenagem e ações habitacionais para famílias que perderam suas moradias.
Mais do que retirar casas atingidas, o desafio agora é impedir que áreas consideradas de risco voltem a ser ocupadas e garantir que as famílias tenham condições de reconstruir a vida longe dos locais onde perderam suas moradias.

