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Brasil – O estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo em 2026, segundo a Secretaria da Saúde. Do total, 16 pessoas não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.
Os casos estão concentrados na capital paulista e em dois municípios da região metropolitana. São 20 registros na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Diante do risco de disseminação da doença, a Secretaria Estadual da Saúde convocou moradores desses três municípios, com idade entre 6 meses e 59 anos, a procurarem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a vacina, independentemente do histórico vacinal, desde que não haja contraindicações.
Onde há casos de sarampo em São Paulo?
Dos 23 casos confirmados, dois são considerados importados. Os demais estão relacionados a esses registros.
A distribuição informada pela Secretaria da Saúde é:
- São Paulo: 20 casos;
- São Bernardo do Campo: 2 casos;
- Guarulhos: 1 caso.
A concentração dos registros levou o estado a adotar uma estratégia específica de vacinação nesses municípios.
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?
A recomendação da Secretaria da Saúde é direcionada aos moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo com idade a partir de 6 meses até 59 anos.
Nessas cidades, a vacinação foi ampliada e deve ser realizada independentemente do histórico vacinal, desde que a pessoa não tenha contraindicações.
Quem estiver dentro dessa faixa etária deve procurar uma UBS para receber orientação e a vacina.
Nos demais municípios paulistas, a orientação é reforçar a vacinação de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, identificar pessoas com doses atrasadas e realizar busca ativa de quem precisa completar o esquema.
A estratégia foi adotada seguindo orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac, diante do risco de transmissão da doença.
Por que o sarampo preocupa as autoridades?
O sarampo é uma doença altamente contagiosa. O vírus pode ser transmitido por partículas liberadas no ambiente quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala.
Segundo o médico Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde, essas partículas podem permanecer suspensas no ambiente por determinado período.
“Inclusive depois que o infectado deixa o ambiente, é possível infectar outras pessoas, ou seja, não há necessidade de um contato próximo para que essa transmissão ocorra.”
Outro fator que dificulta o controle é que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Dessa maneira, alguém pode estar contaminado e transmitir a doença sem saber.
Kfouri afirma que uma infecção pode gerar uma cadeia de transmissão significativa entre pessoas que não foram vacinadas. Segundo o especialista, um caso pode resultar em 16 a 18 novos casos entre pessoas sem imunização.
Qual é a importância da vacinação contra o sarampo?
A vacinação é considerada uma das principais ferramentas para impedir a circulação do vírus.
Para Kfouri, o controle do sarampo depende principalmente de dois pilares: cobertura vacinal elevada e vigilância de casos suspeitos.
O especialista aponta que o ideal é manter a cobertura vacinal acima de 95% da população, não apenas entre crianças. Segundo ele, o Brasil ainda não atingiu esse patamar.
A atualização da vacinação também permite identificar pessoas que não receberam todas as doses indicadas e reduzir o número de indivíduos suscetíveis à infecção.
Quais são os sintomas e complicações do sarampo?
Entre os sinais da doença estão febre e vermelhidão pelo corpo. O sarampo, porém, pode provocar complicações mais graves.
Entre os problemas citados estão:
- pneumonia;
- encefalite;
- amnésia imunológica.
A chamada amnésia imunológica ocorre porque, após a infecção pelo sarampo, o sistema imunológico pode permanecer comprometido. Segundo Kfouri, isso pode facilitar o surgimento de outras infecções.
Por isso, diante da confirmação de novos casos, a vacinação e a identificação rápida de pessoas com suspeita da doença são medidas importantes para evitar que a transmissão avance.
O que fazer diante do alerta de sarampo?
Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, entre 6 meses e 59 anos, devem procurar uma UBS para verificar a orientação de vacinação, mesmo que não saibam informar seu histórico vacinal.
Nos demais municípios paulistas, a recomendação é conferir a situação da carteira de vacinação e colocar em dia eventuais doses atrasadas conforme a idade e as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.
Com 23 casos confirmados e a maioria dos pacientes sem vacinação completa ou sem histórico de imunização, a orientação das autoridades é reforçar a proteção para reduzir as chances de novos casos e de disseminação do sarampo.

