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empréstimos a Marcola
Reprodução internet
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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria minimizado os empréstimos concedidos pela lobista Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro Santana, conhecido como Marcola, segundo relatos de fontes que acompanham o caso.

A avaliação de integrantes do Partido dos Trabalhadores é que Lula pode ter subestimado o impacto político do episódio, especialmente ao defender publicamente o ex-assessor.

Há, porém, divergências entre os relatos sobre quando o presidente tomou conhecimento dos empréstimos.

Petistas divergem sobre quando Lula soube do caso

Uma das versões relatadas por integrantes próximos ao presidente afirma que Lula só teria sido informado por Marcola sobre os empréstimos poucos dias antes de o caso se tornar público.

As informações vieram à tona inicialmente em reportagem do portal Metrópoles e posteriormente foram confirmadas pela CNN.

Outra versão, entretanto, indica que Lula teria tomado conhecimento dos empréstimos antes de Marcola deixar o gabinete presidencial e ser transferido para a campanha presidencial.

Segundo esse relato, a mudança teria ocorrido com o objetivo de afastar do Palácio do Planalto uma possível crise política que poderia ganhar maiores proporções.

As duas versões, portanto, divergem justamente sobre um ponto central do episódio: quando Lula teria sido informado sobre a relação financeira entre seu ex-assessor e Roberta Luchsinger.

Lula saiu em defesa de Marcola

Lula defendeu publicamente Marcola durante uma reunião com partidos aliados realizada na quarta-feira (5).

Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pela CNN, o presidente questionou os participantes sobre quem jamais teria pedido um empréstimo a um amigo.

A declaração ocorreu em meio à repercussão dos empréstimos concedidos pela lobista ao ex-chefe de gabinete.

Apesar de defender Marcola, Lula teria reforçado que pretende permitir o avanço das investigações sobre o caso.

A posição indica uma tentativa de separar a defesa pessoal do ex-assessor da apuração sobre os empréstimos.

Defesa de Marcola divide o entorno de Lula

Outros líderes do PT também se manifestaram publicamente em defesa de Marcola.

Nos bastidores, porém, o ambiente descrito por fontes ouvidas pela CNN é diferente.

Segundo a reportagem, integrantes do governo e da equipe responsável pela campanha presidencial demonstram preocupação com o potencial político do caso.

Uma das fontes descreveu o clima entre os aliados de Lula como semelhante a uma “ressaca”, em referência à preocupação provocada pela repercussão do episódio.

O receio é que o caso ultrapasse a discussão sobre os empréstimos e passe a produzir efeitos mais amplos sobre a campanha presidencial.

Caso ocorre em momento delicado para a campanha

A repercussão dos empréstimos chega em um momento particularmente sensível para o governo e para a campanha de Lula.

O episódio envolve um ex-integrante da equipe mais próxima do presidente e ocorre enquanto o PT se prepara para a disputa eleitoral.

Por isso, integrantes do grupo político avaliam não apenas os fatos relacionados aos empréstimos, mas também a maneira como o presidente e seus aliados respondem publicamente ao caso.

A principal preocupação, segundo os relatos, é que uma defesa considerada excessiva de Marcola possa ampliar a exposição política do episódio.

Lula diz apoiar as investigações

Apesar das divergências internas sobre a estratégia política, Lula teria afirmado que continuará defendendo o avanço das investigações.

A posição é relevante porque o caso ainda depende da apuração dos fatos para determinar se houve alguma irregularidade além da existência dos empréstimos.

Até o momento, a existência de empréstimos entre Roberta Luchsinger e Marcola não permite, por si só, concluir que houve crime ou ilegalidade.

O ponto central das investigações é esclarecer a origem dos recursos, as condições das operações e se houve alguma relação entre os empréstimos e a atuação de Marcola enquanto ocupava função no governo.

Governo tenta administrar repercussão

O episódio colocou o governo diante de uma situação delicada: ao mesmo tempo em que aliados defendem Marcola, parte da equipe presidencial demonstra preocupação com os possíveis efeitos eleitorais da controvérsia.

Para Lula, o desafio é preservar a defesa de seu ex-assessor sem antecipar conclusões sobre uma investigação que ainda precisa esclarecer os fatos.

A maneira como o caso evoluir poderá determinar se a controvérsia ficará restrita ao entorno do ex-chefe de gabinete ou se ganhará espaço mais amplo na campanha presidencial.

Por enquanto, o que existe são versões diferentes sobre quando Lula tomou conhecimento dos empréstimos, uma defesa pública de Marcola pelo presidente e a promessa de que as investigações devem avançar.

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