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Um homem de 53 anos morreu após ser baleado por um sniper do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar de Minas Gerais...
Foto: Polícia Militar
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Um homem de 53 anos morreu após ser baleado por um sniper do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar de Minas Gerais durante uma ocorrência de grande tensão em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A ocorrência aconteceu na manhã de quinta-feira (30) e mobilizou equipes da Polícia Militar e do Bope por várias horas. Segundo a corporação, a ação teve início após uma denúncia de violência doméstica.

De acordo com a polícia, o homem chegou à casa da ex-companheira embriagado, a agrediu e efetuou disparos de arma de fogo. Durante a confusão, o filho mais velho do casal conseguiu fugir, mas o bebê, de quase 2 anos, permaneceu dentro da residência com o pai.

Em entrevista à TV Globo, a ex-companheira do suspeito, Rita Assad, contou que tentou retirar a criança, mas foi impedida.

“Eu tentei pegar o pequeno, mas ele levou ele para dentro de casa de novo. Ele falava que ia matar o filho e se matar também”, relatou.

Ainda segundo a Polícia Militar, o homem já possuía registros anteriores por ameaças contra a ex-companheira.

Após o início da ocorrência, equipes do Bope passaram horas tentando negociar a rendição do suspeito. Vídeos divulgados posteriormente mostram parte das conversas entre os policiais e o homem, que permaneceu armado e se recusou a libertar o menino.

Segundo a PM, durante toda a negociação o suspeito continuou apontando a arma para a criança, mantendo risco iminente à sua vida. Diante da situação, o comando da operação decidiu elevar o nível do uso diferenciado da força e autorizou a atuação de um sniper.

O disparo foi efetuado para neutralizar o suspeito e permitir o resgate da criança. O menino foi retirado da residência com vida e recebeu atendimento médico. De acordo com as autoridades, ele não ficou ferido.

O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar todas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a dinâmica dos fatos e a atuação policial durante a operação. Conforme os protocolos, casos com intervenção policial também passam por apuração das autoridades competentes.

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