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Economia – O dólar voltou a subir nesta quinta-feira (16) e encerrou o dia cotado a R$ 5,098, refletindo o fortalecimento da moeda americana no mercado internacional e a repercussão da confirmação das tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. No mesmo cenário de cautela, a Bolsa brasileira recuou mais de 1%, enquanto os preços do petróleo fecharam em queda, apesar das tensões no Oriente Médio.
O desempenho dos mercados foi influenciado por dados econômicos dos Estados Unidos, pelas incertezas sobre os impactos do tarifaço para a economia brasileira e pelo aumento das preocupações com o conflito entre EUA e Irã.
Dólar sobe com economia dos EUA e tarifaço
O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,098, alta de 0,40% em relação ao pregão anterior. Durante a sessão, a moeda chegou a atingir R$ 5,11, mas perdeu força nas negociações finais.
Apesar da valorização no dia, a moeda norte-americana acumula queda de 7,12% em 2026.
A alta foi impulsionada principalmente por indicadores econômicos positivos nos Estados Unidos, que reforçaram a expectativa de manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve (Fed).
Os pedidos semanais de auxílio-desemprego ficaram em 208 mil, abaixo da projeção de 217 mil, enquanto as vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, em linha com as expectativas do mercado.
No Brasil, investidores também repercutiram a confirmação da tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Embora a lista de exceções tenha sido maior do que o esperado, o anúncio aumentou as preocupações sobre os efeitos para as exportações e para o fluxo cambial.
Bolsa brasileira acompanha cenário negativo
A Bolsa de Valores brasileira (B3) também encerrou o pregão em queda.
O Ibovespa fechou aos 173.825,27 pontos, recuando 1,24%. Na semana, o principal índice da bolsa acumula perda de 2,27%, mas ainda registra alta de 7,88% no ano.
O movimento acompanhou o desempenho negativo das bolsas norte-americanas, em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.
Entre os fatores que pressionaram o índice estiveram as incertezas sobre os impactos do tarifaço dos Estados Unidos e a possibilidade de o governo brasileiro responder por meio da Lei da Reciprocidade.
As ações da Petrobras recuaram acompanhando a queda do petróleo, enquanto empresas do setor de mineração também registraram perdas após a desvalorização do minério de ferro.
Petróleo recua apesar das tensões no Oriente Médio
Mesmo com a escalada do conflito no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo encerraram o dia em queda.
O barril do tipo Brent, referência global, fechou cotado a US$ 84,23, com recuo de 0,85%.
Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, terminou o pregão a US$ 78,95, queda de 0,82%.
O mercado monitorou novas ameaças dos Houthis, no Iêmen, contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e o risco de interrupções nas rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz, consideradas estratégicas para o abastecimento mundial de petróleo.
Apesar da queda nesta sessão, investidores continuam atentos ao risco de novos impactos sobre a oferta global da commodity, o que mantém elevado o prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços.

