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Mundo – Os protestos na Itália chegaram ao segundo dia de confrontos com a polícia neste domingo (18), quando manifestantes entraram em confronto com agentes de segurança em Milão. Os atos foram motivados pela precarização dos serviços públicos e pelo aumento do custo de vida.
Nas proximidades da Piazza Duomo, no centro da cidade, centenas de manifestantes encapuzados quebraram vitrines de lojas e incendiaram lixeiras. Em resposta, policiais utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os participantes.
Segundo informações de pessoas familiarizadas com a investigação, mais de 60 manifestantes foram levados à delegacia após os episódios registrados em Milão.
Confrontos também ocorreram em outras cidades
Os atos de domingo aconteceram um dia depois de confrontos em diferentes cidades do norte da Itália. Um relatório policial divulgado neste domingo informou que 28 manifestantes foram detidos no sábado (17), após episódios registrados em Milão, Bolonha, Bréscia, Bérgamo e Turim.
Os protestos refletem a insatisfação de parte da população com o custo de vida e as condições dos serviços públicos. Em Milão, os episódios de vandalismo e os confrontos com as forças de segurança marcaram a mobilização.
Protestos também atingem outros países europeus
A onda de manifestações ocorre em meio a protestos em diferentes partes da Europa. Na França, centenas de milhares de pessoas foram às ruas no sábado para demonstrar insatisfação com a alta dos custos e a deterioração dos serviços públicos.
As manifestações francesas também registraram confrontos violentos, em um dos episódios de maior tensão social no país nos últimos anos.
Os atos na Itália e na França evidenciam a dimensão das mobilizações relacionadas às condições econômicas e aos serviços públicos, embora cada país tenha suas próprias circunstâncias e reivindicações.

