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fim da escala 6x1
Reprodução internet
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Política – A oposição de direita no Senado mudou de estratégia e deve votar a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A mudança ocorre em meio a avaliações sobre os possíveis impactos eleitorais do posicionamento nas eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também deve seguir essa orientação.

A nova postura representa uma alteração em relação à estratégia discutida até a semana anterior, quando integrantes da oposição planejavam dificultar a votação para adiar a análise da proposta.

A expectativa é que a PEC seja votada na quinta-feira (15), embora a previsão inicial fosse quarta-feira (14). A decisão de incluir o tema na pauta foi tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que se comprometeu a levar a matéria ao plenário.

Oposição teme desgaste eleitoral

Até a semana passada, a estratégia da direita era obstruir a votação para tentar adiar a análise da PEC para depois do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Se a obstrução não funcionasse, uma das alternativas avaliadas seria aprovar uma emenda para alterar o texto e devolvê-lo à Câmara dos Deputados. A medida poderia atrasar a conclusão da tramitação e impedir a promulgação antes do dia 25 de outubro.

A avaliação era de que a aprovação da proposta poderia trazer benefícios políticos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período eleitoral.

O cenário mudou após interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro considerarem que votar contra o fim da escala 6×1 poderia provocar um desgaste ainda maior junto ao eleitorado.

Redes sociais influenciam mudança de postura

Um dos receios da oposição é a repercussão negativa de um voto contrário à proposta nas redes sociais. Mesmo com argumentos em defesa de modelos mais flexíveis de jornada de trabalho, a avaliação é de que seria difícil explicar essa posição aos eleitores.

Nesse contexto, vídeos curtos e publicações nas plataformas digitais poderiam apresentar a campanha de Flávio Bolsonaro como contrária aos interesses dos trabalhadores, ampliando o custo político de um eventual voto contra a PEC.

A mudança de estratégia busca reduzir esse risco em um tema de grande repercussão social, que envolve a organização da jornada de trabalho e as condições de emprego no país.

Alcolumbre coloca proposta em pauta

A decisão de Davi Alcolumbre de levar a PEC ao plenário também tem relevância para a articulação política no Senado. A movimentação ocorre enquanto o presidente da Casa busca manter apoio para continuar no comando da instituição no próximo ano.

A votação, prevista inicialmente para quarta-feira (14), deve ocorrer na quinta-feira (15), conforme as avaliações mencionadas na articulação política.

A proposta ainda depende da tramitação legislativa para que seu conteúdo possa entrar em vigor. O posicionamento favorável da oposição, caso confirmado na votação, poderá alterar o cenário de discussão da PEC no Senado.

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