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Poucos dias separaram as histórias mais recentes de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi por suas respectivas seleções. Do lado português, crise e desgaste na relação entre jogador e treinador. Já no lado argentino, lágrimas e aplausos em uma despedida digna de um rei.

Na última semana, Cristiano Ronaldo deixou a concentração de Portugal depois de um episódio negativo com Jorge Jesus. Segundo o português, o treinador quebrou um acordo sobre sua utilização contra a Noruega e depois não cumpriu o combinado para explicar publicamente a situação.

Não quero discutir quem tem razão. O ponto é a forma como tudo aconteceu. Um jogador que construiu uma história gigantesca com Portugal terminou o episódio exposto, em conflito com o treinador e vendo sua relação com a seleção ser colocada em dúvida. É um final que ninguém imaginava.

Do outro lado do mundo, Messi viveu exatamente o oposto. No Monumental, mais de 85 mil argentinos foram se despedir do camisa 10 no amistoso contra a seleção de Benin. Messi, Scaloni, os jogadores e toda a torcida se emocionaram, transformando a última partida do craque pela Argentina em uma celebração de sua trajetória. O último tango.

Talvez essa seja a maior diferença entre os dois finais. Cristiano ainda pode ter outra chance com Portugal, mas sua despedida ganhou contornos de conflito. Messi, por sua vez, foi recebido como ídolo e deixou a seleção cercado pelo amor de um povo. Dois gênios que viveram dois finais completamente diferentes.

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