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Educação – O Ministério da Educação (MEC) vai solicitar uma investigação específica da Polícia Federal (PF) sobre ameaças feitas contra universidades federais nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. A medida foi anunciada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, após denúncias envolvendo instituições de ensino, incluindo a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).
Em entrevista à Agência Brasil, publicada na quinta-feira (8), Barchini afirmou que o governo está preocupado com a possibilidade de as ameaças evoluírem para episódios de violência. Para apurar os casos, o ministério acionará a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal.
MEC acionará setor especializado da Polícia Federal
Segundo o ministro, a Polícia Federal já havia instaurado um inquérito para investigar as causas do incêndio de grandes proporções que atingiu um prédio da UFPE, em Pernambuco. Após o surgimento de denúncias de ameaças nas redes sociais, o MEC decidiu solicitar uma apuração específica sobre as mensagens.
O trabalho deverá envolver o setor da PF especializado em crimes cibernéticos, que atua em conjunto com o ministério em ocorrências relacionadas a ameaças contra escolas e universidades.
Barchini afirmou que o governo acompanha os relatos recebidos de estudantes, professores e reitores, além de monitorar conteúdos divulgados nas plataformas digitais.
A iniciativa busca apurar a origem das mensagens e avaliar os riscos para a comunidade acadêmica. Até o momento, as denúncias de ameaças não estabelecem, por si só, qualquer relação entre os conteúdos publicados nas redes e o incêndio na universidade pernambucana.
UFF também denuncia ameaças de incêndio e agressões
A Universidade Federal Fluminense informou, na quinta-feira (8), que recebeu denúncias de ameaças divulgadas em redes sociais e aplicativos de mensagens.
De acordo com a instituição, os conteúdos mencionavam a possibilidade de incendiar a universidade e agredir estudantes durante manifestações políticas. A Polícia Federal também foi acionada para investigar o caso.
As denúncias ampliaram a preocupação com a segurança nas instituições federais de ensino, especialmente diante de mensagens que indicam possíveis ataques contra espaços universitários e integrantes da comunidade acadêmica.
A apuração deverá esclarecer a procedência dos conteúdos e verificar se há risco concreto de que as ameaças sejam executadas.
Ministro defende universidades como espaços plurais
Ao comentar os episódios, Leonardo Barchini destacou que as universidades devem permanecer abertas à diversidade de opiniões e à manifestação política.
O ministro ressaltou que o MEC aciona a Polícia Federal sempre que identifica situações de risco, com o objetivo de prevenir a escalada da violência e proteger estudantes e profissionais da educação.
As instituições de ensino também dependem da colaboração de suas comunidades para identificar e comunicar possíveis ameaças às autoridades. Mensagens que indiquem risco de ataques devem ser preservadas e encaminhadas aos canais oficiais de denúncia, evitando o compartilhamento indiscriminado de conteúdos que possam ampliar o medo ou dificultar a investigação.
Incêndio na UFPE causou prejuízo estimado em R$ 100 milhões
O anúncio do MEC ocorreu após a visita do ministro à Universidade Federal de Pernambuco, atingida por um incêndio de grandes proporções. Segundo estimativa divulgada pelo reitor, os prejuízos provocados pelo fogo podem chegar a R$ 100 milhões.
A Polícia Federal já investiga as causas do incêndio. A apuração sobre as ameaças nas redes sociais será uma frente específica, motivada pelas denúncias recebidas de integrantes da comunidade universitária.
Os dois casos reforçam a atenção das autoridades à segurança nos espaços de ensino superior. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias das ameaças relatadas e contribuir para a adoção de medidas de proteção nas instituições envolvidas.

