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Política – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um comentário em tom de brincadeira durante a sessão plenária da Corte nesta quinta-feira (1º), ao afirmar que “não se pode falar o nome de Nossa Senhora”. A declaração ocorreu durante uma conversa entre os ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino.
O comentário aconteceu enquanto o STF analisava processos relacionados à aplicação do Estatuto da Pessoa Idosa a contratos de planos de saúde firmados antes de 2004.
Comentário ocorreu durante conversa entre ministros
Após apresentar seu voto, Cármen Lúcia comentou que poderia ter morrido antes e, nesse caso, não teria enfrentado a discussão sobre os contratos de planos de saúde.
Dino respondeu que a ministra estava “longe disso”. Na sequência, Cármen Lúcia afirmou: “Deus e Nossa Senhora que garantam isso”.
Dino lembrou que outubro é tradicionalmente associado a Nossa Senhora. Foi nesse momento que Gilmar Mendes, ouvido ao fundo, fez o comentário sobre não ser possível falar o nome da santa.
A fala ocorreu de maneira descontraída e sem relação direta com o processo que estava em julgamento.
Comentário faz referência a disputa entre STF e TSE
A declaração de Gilmar acontece poucos dias depois de uma disputa envolvendo decisões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre publicações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida e ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O caso começou após a circulação de conteúdos que associavam Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação foi considerada falsa pela Justiça Eleitoral.
O ministro André Mendonça, do TSE, determinou inicialmente a retirada de publicações relacionadas ao tema. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu a determinação em relação a uma publicação do humorista Antonio Tabet.
A decisão foi posteriormente revista pelo ministro Luiz Fux, que restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral.
TSE diferencia críticas de informações consideradas falsas
Na quarta-feira (30), o plenário do TSE analisou o caso e decidiu manter a remoção de publicações que apresentavam como fato uma informação considerada falsa sobre Flávio Bolsonaro.
Ao mesmo tempo, os ministros preservaram conteúdos classificados como críticas, opiniões ou sátiras. Entre eles estava uma publicação de Antonio Tabet.
A decisão estabeleceu, portanto, uma distinção entre conteúdos que atribuíam diretamente ao candidato uma determinada ação e manifestações de caráter opinativo ou humorístico.
O episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida ocorre às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para este domingo (4).
A fala de Gilmar Mendes durante a sessão do STF fez referência justamente ao contexto recente envolvendo a circulação de conteúdos sobre a santa e as decisões judiciais tomadas durante o período eleitoral.

