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Trump e Xi Jinping
Reprodução internet
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Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe nesta quinta-feira (24), na Casa Branca, o presidente da China, Xi Jinping, para uma nova reunião bilateral em Washington. A visita de Estado de Xi começou na quarta-feira (23) e se estende até sexta-feira (25).

Esta é a primeira visita de Xi à capital americana em mais de uma década. A programação inclui cerimônia oficial de chegada, reunião entre os presidentes, jantar de Estado e outros compromissos oficiais.

O encontro ocorre em um momento de disputa entre as duas maiores economias do mundo em áreas como comércio, tecnologia e segurança internacional. Entre os assuntos previstos estão tarifas, inteligência artificial, Taiwan, Irã e minerais estratégicos.

Comércio está no centro da reunião

Trump e Xi chegam ao encontro depois de os dois países concordarem em estender por mais dois meses a trégua comercial que vinha reduzindo a tensão tarifária entre Washington e Pequim.

A extensão adia uma nova escalada nas tarifas e dá mais tempo para que os governos negociem questões comerciais. Ainda assim, permanecem divergências sobre exportações de terras raras, compras de produtos americanos, tecnologia e controles de exportação.

A relação comercial entre os dois países passou por uma forte escalada de tarifas durante o governo Trump. Desde então, Washington e Pequim adotaram medidas para reduzir parte da tensão, mas continuam disputando setores considerados estratégicos para suas economias.

A expectativa de analistas consultados pela imprensa internacional é de que a cúpula possa produzir acordos pontuais, mas não necessariamente uma solução para as principais divergências econômicas entre os países.

Inteligência artificial entra na agenda

A inteligência artificial também deverá ocupar espaço nas conversas entre Trump e Xi.

Estados Unidos e China disputam liderança no desenvolvimento de modelos avançados de IA, chips e outras tecnologias estratégicas. Ao mesmo tempo, os dois países discutem formas de reduzir riscos associados ao uso de sistemas cada vez mais autônomos.

Uma das possibilidades em discussão é a criação de mecanismos de comunicação para situações envolvendo sistemas de inteligência artificial que possam representar riscos à segurança nacional.

A presença de empresários do setor tecnológico nos eventos da visita também reforça o peso dado ao tema durante a passagem de Xi pelos Estados Unidos.

Taiwan permanece como ponto de tensão

A questão de Taiwan é outro dos principais assuntos da relação entre Washington e Pequim.

A China considera Taiwan parte de seu território e mantém a possibilidade de utilizar força para assumir o controle da ilha. Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm relações não oficiais com Taiwan e fornecem equipamentos militares para sua defesa.

Pequim tem pressionado Washington contra novas vendas de armas para Taiwan, enquanto o governo americano utiliza o relacionamento com a ilha dentro de sua política de segurança no Indo-Pacífico.

A questão é considerada particularmente sensível porque qualquer mudança na política de Washington em relação a Taiwan pode afetar diretamente o equilíbrio estratégico na região.

Irã também deve ser discutido

A guerra envolvendo o Irã acrescenta outro tema delicado à reunião.

Trump tem buscado que Pequim utilize sua influência econômica sobre Teerã para ajudar a pressionar o governo iraniano. A China, entretanto, mantém relações comerciais e diplomáticas com o Irã e tem criticado ações militares americanas na região.

Analistas citados pela imprensa internacional avaliam que existe espaço para discutir o conflito, mas não há indicação de que os governos estejam próximos de um acordo amplo sobre o tema.

Xi defende convivência entre China e Estados Unidos

Antes da chegada aos Estados Unidos, Xi afirmou que China e EUA podem encontrar uma forma de coexistir e cooperar.

Em declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da China, o presidente chinês afirmou que os dois países deveriam encontrar uma maneira adequada de conviver na nova realidade internacional. A mensagem também relacionou o desenvolvimento da China e dos Estados Unidos à possibilidade de cooperação entre as duas potências.

A declaração segue uma linha de defesa do diálogo entre Pequim e Washington, apesar das divergências comerciais, tecnológicas e geopolíticas.

Visita terá forte programação oficial

Além da reunião bilateral, a agenda de Xi inclui uma cerimônia oficial na Casa Branca, jantar de Estado e visita aos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos.

A recepção na Base Conjunta Andrews, na quarta-feira, teve a participação de Trump e da primeira-dama Melania Trump, que receberam Xi e sua esposa, Peng Liyuan.

A programação também foi planejada para marcar simbolicamente a retomada de uma visita presidencial chinesa a Washington após mais de dez anos.

Cúpula busca manter diálogo entre as potências

O encontro desta quinta-feira representa uma nova tentativa de administrar uma relação marcada por forte competição econômica, tecnológica e estratégica.

Embora existam possibilidades de acordos pontuais em comércio, inteligência artificial e outras áreas, permanecem divergências sobre Taiwan, exportações de tecnologia, minerais estratégicos e a relação da China com o Irã.

O resultado das conversas deverá indicar se Washington e Pequim conseguem ampliar a atual trégua comercial ou se as disputas entre as duas potências voltarão a ganhar força nos próximos meses.

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