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A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) elevou o tom do embate político ao desafiar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) a se submeter a um exame de DNA, eno contexto de uma denúncia de estupro de vulnerável. A acusação, que envolve uma suposta vítima que teria 13 anos à época dos fatos, foi encaminhada à Polícia Federal e gerou forte repercussão no Congresso Nacional.
Em publicação nas redes sociais no dia 28 de março, Soraya afirmou que as supostas vítimas estão sob tutela do Estado e que caberia ao deputado “produzir a prova”. Já no dia 29, a parlamentar voltou a se manifestar, detalhando fundamentos jurídicos sobre investigação de paternidade e destacando que a recusa ao exame pode gerar presunção relativa, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

A senadora também declarou que não há obrigação inicial de apresentar provas para abertura de investigação e que, por se tratar de um possível caso de estupro de vulnerável, a ação penal é pública e independe de representação da vítima. Segundo ela, a notícia do crime já foi levada às autoridades competentes.
A denúncia foi apresentada em conjunto com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), com base em relatos e indícios que, segundo os autores, justificariam a apuração. Eles afirmam que o caso envolve uma adolescente que teria engravidado e que as supostas evidências foram encaminhadas sob sigilo.
Alvo das acusações, Alfredo Gaspar nega qualquer envolvimento. O parlamentar afirma que o caso mencionado se refere, na verdade, a um primo, e não a ele. Segundo sua versão, não houve estupro e existe inclusive exame de DNA que comprovaria a paternidade do familiar citado. Gaspar classificou a denúncia como falsa e afirmou que tomará medidas judiciais por denunciação caluniosa.
O deputado também declarou que pretende acionar instâncias legais e disciplinares contra os acusadores, além de registrar ocorrência por coação no curso do processo.
O episódio gerou tumulto durante sessão da comissão parlamentar, com troca de acusações em plenário e interrupção dos trabalhos. Fora do ambiente institucional, o confronto seguiu nas redes sociais, ampliando a crise política.
Soraya afirmou ainda que, caso o exame de DNA não confirme a acusação, fará um pedido público de desculpas. A declaração foi interpretada como uma condição para eventual retratação, mantendo, por ora, a defesa da investigação.
O caso segue sob análise das autoridades competentes e pode ter desdobramentos tanto na esfera criminal quanto política.


