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Mundo – O governo da Suíça afirmou nesta sexta-feira (23) que a mulher diagnosticada com ebola na Nigéria não viajou para a República Democrática do Congo. A declaração contradiz informações divulgadas anteriormente por autoridades de Uganda sobre os possíveis locais de exposição ao vírus.
A paciente é cidadã suíça, nasceu em Uganda e é esposa de um diplomata suíço baseado em Abuja, capital nigeriana. O caso representa o primeiro registro de ebola na Nigéria em mais de uma década.
Em comunicado, o Departamento Federal de Relações Exteriores da Suíça declarou que a mulher e o marido não estiveram na República Democrática do Congo. Na quinta-feira (22), o mesmo órgão havia informado que a infecção provavelmente ocorreu durante uma viagem do casal a Uganda.
Autoridades divergem sobre a origem da infecção
Autoridades ugandenses haviam afirmado que a paciente viajou para o leste da República Democrática do Congo, onde um surto de ebola foi declarado em meados de maio.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a principal agência de saúde pública da África, porém, informaram que não haviam recebido confirmação de que a mulher tivesse estado no território congolês.
O porta-voz do governo de Uganda, Alan Kasujja, declarou que o país não registrava casos ativos da doença e afirmou que eventuais ocorrências seriam comunicadas publicamente.
A origem da infecção ainda é um ponto central da investigação, diante das versões divergentes apresentadas pelas autoridades envolvidas.
Surto já atingiu países africanos
Uganda registrou 20 casos de ebola em maio e junho, a maioria associada à importação de infecções provenientes do Congo. Em agosto, a OMS declarou o país livre da doença.
Com a confirmação do caso na Nigéria, o surto passou a envolver quatro países africanos: República Democrática do Congo, Uganda, Quênia e Nigéria.
Segundo os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, o surto provocou cerca de 4.700 mortes.
Ebola exige investigação e resposta sanitária
O ebola é uma doença viral grave, que pode provocar febre, fraqueza intensa, dores musculares e, em casos graves, hemorragias. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou com materiais contaminados.
A identificação da origem da infecção é importante para que as autoridades de saúde possam rastrear possíveis contatos, avaliar a cadeia de transmissão e adotar medidas de contenção.
Até que os deslocamentos da paciente e as circunstâncias da infecção sejam esclarecidos, as informações sobre uma possível passagem pelo Congo permanecem contraditórias.

