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Política – O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que entregou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a manifestação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sobre a abertura voluntária de seus sigilos fiscal, bancário e telemático. Segundo o advogado, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também está disposto a prestar esclarecimentos à Polícia Federal (PF), caso seja convocado.
Em entrevista, Marco Aurélio relatou que o presidente pediu ao filho que procurasse seu advogado para formalizar a disposição de colaborar com as investigações. Mendonça é relator de dois dos inquéritos que apuram suspeitas envolvendo Lulinha.
O advogado afirmou que esteve em Brasília e comunicou pessoalmente ao ministro que o investigado estava disposto a apresentar informações e prestar os esclarecimentos necessários à Justiça.
Advogado afirma que Lulinha está à disposição da PF
De acordo com Marco Aurélio, a disposição de colaborar também foi comunicada ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante um evento público.
O advogado declarou que Lulinha pode retornar ao Brasil caso seja chamado para depor. Atualmente, o filho do presidente mora na Espanha com a família.
“Se o Fábio for chamado, ele virá a todo e qualquer momento prestar esclarecimento”, afirmou.
Marco Aurélio também disse que, após as manifestações, a Polícia Federal teria informado não dispor de elementos suficientes sequer para ouvir Lulinha. Na avaliação do advogado, a investigação não teria justificativa e deveria ser arquivada.
As declarações representam a posição da defesa. A existência ou não de elementos para dar continuidade às apurações cabe às autoridades responsáveis pelo caso.
PF investiga suspeitas de tráfico de influência e corrupção
Fábio Luís Lula da Silva é investigado em três inquéritos autorizados pelo STF a partir do fim de julho de 2026. As apurações envolvem suspeitas de tráfico de influência e corrupção em benefício de empresas junto ao governo federal.
André Mendonça é relator de dois dos procedimentos, enquanto o ministro Flávio Dino conduz o terceiro.
Marco Aurélio criticou a decisão de manter as investigações e afirmou que, em sua avaliação, a condição de filho do presidente teria contribuído para que Lulinha se tornasse alvo das apurações.
O advogado também declarou que, caso Fábio Luís fosse filho de um presidente de outro campo político, a investigação não teria sido aberta. Ele sustenta que não existem motivos para manter o filho de Lula sob investigação.
Relação com Roberta Luchsinger entrou no radar das apurações
As investigações sobre Lulinha ganharam força após a divulgação de sua proximidade com a empresária Roberta Luchsinger, alvo da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em dezembro de 2025, a Polícia Federal apreendeu o celular da empresária. Relatórios da corporação apontam suspeitas de que Roberta teria atuado para o empresário conhecido como “Careca do INSS”, possivelmente exercendo funções financeiras e políticas no esquema investigado.
A relação entre Lulinha e a empresária passou a integrar o contexto das apurações. As suspeitas investigadas ainda dependem da análise das autoridades e não equivalem a uma condenação.
Marco Aurélio de Carvalho, por sua vez, defende que as investigações contra Lulinha e Roberta Luchsinger sejam arquivadas, alegando ausência de elementos que justifiquem sua continuidade.

