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Mundo – O cozinheiro nigeriano Harrison Odjegba Okene sobreviveu por cerca de 60 horas a 30 metros de profundidade após o naufrágio do rebocador Jascon 4, no Oceano Atlântico. Preso dentro da embarcação virada, ele conseguiu respirar graças a uma bolsa de ar que permaneceu em um dos compartimentos.
O resgate aconteceu quando mergulhadores desceram até os destroços para procurar os corpos dos tripulantes. Durante a operação, um dos profissionais encontrou Okene ainda vivo, em meio à escuridão e à água gelada.
Naufrágio deixou cozinheiro preso na embarcação
O acidente ocorreu nas águas do Delta do Níger, na Nigéria. Segundo o relato divulgado pela CNN Brasil, o rebocador virou por volta das 4h30, enquanto Okene estava no banheiro.
Sem conseguir sair da embarcação, ele percorreu os compartimentos às escuras em busca de um local onde pudesse respirar. Durante a tentativa de sobrevivência, encontrou um colete salva-vidas, duas lanternas e um martelo.
O cozinheiro acabou se abrigando em uma cabine onde havia uma bolsa de ar. Para evitar ficar submerso, improvisou uma plataforma com colchões e permaneceu sobre ela enquanto aguardava socorro.
Durante as horas de isolamento, ficou sem comida e teve apenas uma garrafa de refrigerante para beber.
Sons no fundo do mar aumentaram o desespero
Além da falta de alimentos e das baixas temperaturas, Okene enfrentou o medo provocado pelos ruídos ao redor dos destroços. Ele relatou ouvir animais marinhos se alimentando dos corpos dos outros tripulantes.
Quando percebeu sinais de atividade nas proximidades, o cozinheiro usou um martelo para bater nas paredes metálicas do rebocador, na tentativa de chamar a atenção da equipe de resgate.
Os mergulhadores estavam no local para recuperar os corpos das vítimas quando encontraram o sobrevivente. A descoberta mudou o rumo da operação, que até então não tinha como objetivo localizar alguém vivo dentro da embarcação.
Sobrevivente passou por descompressão
Após ser localizado, Okene recebeu assistência dos mergulhadores, que o aqueceram e forneceram suporte respiratório. Em seguida, ele foi submetido a um procedimento de descompressão, necessário para o retorno seguro à superfície após permanecer sob alta pressão.
A sobrevivência em uma situação como essa depende de condições específicas, como a existência de uma bolsa de ar respirável e a possibilidade de permanecer fora da água. Mesmo assim, o tempo de isolamento e a profundidade representavam riscos graves.
O caso de Harrison Okene ficou marcado pela descoberta inesperada de um sobrevivente em meio a uma operação de recuperação de corpos após um naufrágio.

