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Política – O escritor e ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) declarou, nesta quinta-feira (8), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O senador disputará a votação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 25 de outubro.
Cury recebeu 3.448.569 votos no primeiro turno, o equivalente a 2,89% dos votos válidos, e terminou a disputa em terceiro lugar. Ao anunciar o apoio, o ex-presidenciável afirmou que não pretende ocupar cargos no eventual governo de Flávio e que manterá sua independência de pensamento.
Segundo Cury, a decisão foi tomada após uma conversa com o senador, durante a qual apresentou propostas que considera importantes para o país.
Apoio tem oito compromissos públicos
De acordo com Augusto Cury, o apoio a Flávio Bolsonaro não envolve negociação de cargos, privilégios ou vantagens pessoais. O ex-candidato afirmou que pretende acompanhar o cumprimento dos compromissos assumidos e cobrar transparência e responsabilidade do eventual governo.
O documento divulgado pela assessoria de Cury reúne oito pontos que, segundo ele, devem orientar a atuação do senador caso seja eleito presidente.
Entre os compromissos estão o fim da reeleição presidencial, a ampliação do acesso à saúde por meio da telemedicina e a proteção integral às mulheres, com uso de tecnologia no enfrentamento à violência.
A lista também inclui a valorização dos professores, com melhores salários, e a criação de mecanismos de financiamento para até 10 milhões de microempresas, com o objetivo de estimular o empreendedorismo e a geração de empregos.
Outras propostas tratam do fortalecimento do cooperativismo, do incentivo à agricultura e da meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos.
O último ponto prevê a pacificação nacional, com a defesa de um governo voltado a todos os brasileiros, independentemente de suas convicções políticas, além do combate à corrupção.
Cury ressaltou que o apoio não representa um compromisso incondicional com o candidato. Segundo o ex-presidenciável, a decisão de apoiar Flávio também preserva o direito de questionar e criticar eventuais medidas que contrariem os compromissos apresentados.
Flávio Bolsonaro agradece apoio
Flávio Bolsonaro agradeceu publicamente o apoio de Augusto Cury e classificou a conversa entre os dois como uma surpresa positiva.
O senador afirmou que pretende construir seu projeto político com a participação das pessoas e dos grupos que apoiam sua candidatura. Ele também reconheceu que os apoios recebidos não representam uma autorização irrestrita para governar sem cobranças.
A manifestação de Cury ocorre em meio à articulação política para o segundo turno, quando os candidatos buscam ampliar suas alianças e conquistar eleitores que votaram em outros concorrentes na primeira etapa da eleição.
Outros políticos e partidos apoiam Flávio
O anúncio de Augusto Cury se soma a uma série de declarações de apoio recebidas por Flávio Bolsonaro desde o primeiro turno.
Entre os nomes que declararam apoio ao senador estão os ex-presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além do ex-presidente Michel Temer (MDB) e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto.
Na esfera partidária, Republicanos e Podemos também anunciaram apoio à candidatura do PL. A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) igualmente declarou apoio ao senador.
Clariana Barão, que disputou a Presidência pelo Democracia Cristã, também anunciou apoio a Flávio no segundo turno.
Quando será o segundo turno das eleições de 2026?
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro de 2026. A disputa será entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve aproximadamente 45,15%, segundo os números apresentados na apuração eleitoral.
Com a aproximação da votação decisiva, os apoios políticos e partidários passam a integrar a estratégia das campanhas para ampliar suas bases eleitorais. O posicionamento de Augusto Cury acrescenta à candidatura de Flávio os votos recebidos pelo ex-candidato no primeiro turno, embora o apoio político não signifique que todos esses eleitores necessariamente votarão no senador.

