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Decisões judiciais em dois processos atribuíram a Décio Túlio Vieira da Silva Alves penas por tráfico internacional de armas, contrabando e organização criminosa
A Justiça condenou Décio Túlio Vieira da Silva Alves, de 36 anos, a 25 anos, 11 meses e 10 dias de prisão em processos relacionados à Operação Scutum, investigação da Polícia Federal sobre um esquema de comércio ilegal de armas entre o Paraguai e o Brasil.
As duas sentenças foram proferidas na terça-feira (29). Em um dos processos, a Justiça de Uberaba estabeleceu pena de 20 anos e seis meses de prisão, em regime fechado. Desse total, 17 anos e seis meses correspondem ao crime de tráfico internacional de armas de uso restrito e outros três anos ao contrabando de cigarros eletrônicos.
Já no processo analisado pela Justiça de Uberlândia, Décio recebeu mais cinco anos, cinco meses e dez dias, inicialmente em regime semiaberto, por organização criminosa transnacional. Ele permanece preso e teve a prisão preventiva mantida.
Investigação apontou atuação no Paraguai
Segundo as investigações, Décio seria responsável por negociar armamentos com fornecedores paraguaios, além de definir valores, rotas e estratégias para evitar fiscalizações na fronteira.
Ainda conforme a apuração, as armas eram posteriormente distribuídas a compradores em diferentes regiões do país, incluindo o Triângulo Mineiro e outros estados.
Na segunda etapa da Operação Scutum, outros cinco réus foram julgados. Um deles, apontado como braço direito de Décio, recebeu pena de três anos e seis meses por organização criminosa. Os demais quatro acusados foram absolvidos por falta de provas que demonstrassem vínculo estável com o grupo.
Operação começou em 2024
A investigação teve início em 2024, após a prisão de dois homens que estavam com fuzis, munições, anabolizantes e materiais relacionados ao tráfico de drogas.
A análise dos celulares apreendidos levou os investigadores a identificar suspeitas de importação clandestina de armas de alto poder de fogo.
Durante uma busca na residência de Décio naquele ano, foram apreendidos uma pistola, munições, 195 cigarros eletrônicos, celulares, cheques e um veículo de luxo. Ele chegou a ser preso em flagrante e posteriormente passou a responder em liberdade com monitoramento eletrônico.
A investigação teve novas etapas ao longo de 2026. Em fevereiro, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em cidades como Uberlândia, Ituiutaba e Patrocínio.
Em maio, uma terceira fase da operação também investigou um ex-integrante do Exército e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), suspeito de testar armas atribuídas ao grupo em um clube de tiro de Uberlândia.
