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Mundo – Um estudante abriu fogo nas proximidades de uma escola de ensino médio na província de Manisa, no oeste da Turquia, nesta terça-feira (22). Pelo menos 11 alunos ficaram feridos, segundo autoridades locais.
Duas das vítimas estão em estado crítico. O estudante apontado como autor do ataque foi detido, assim como a mãe, o pai e o avô dele. De acordo com o ministro da Justiça da Turquia, Akin Gurlek, o avô seria o proprietário da arma utilizada no episódio.
O ataque ocorreu por volta das 8h no horário local, 2h pelo horário de Brasília, na Escola de Ensino Médio Técnico e Profissional Inci Uzmez, localizada no distrito de Turgutlu.
Polícia investiga como estudante teve acesso à arma
As autoridades turcas abriram uma investigação para esclarecer as circunstâncias do ataque e determinar como o estudante teve acesso ao armamento.
Entre os pontos analisados estão as condições em que a arma era armazenada, as responsabilidades dos familiares pela supervisão do jovem e possíveis relatos de bullying antes do episódio.
A motivação do ataque ainda não havia sido esclarecida até a publicação das primeiras informações sobre o caso.
O ministro da Justiça afirmou que qualquer eventual negligência relacionada à segurança dos estudantes será investigada.
Imagens mostram homem armado perto da escola
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram um homem caminhando por uma rua próxima à escola carregando um rifle. Em outro momento, ele aparece correndo pelo mesmo caminho.
Imagens registradas do lado de fora da instituição mostram policiais isolando a região e afastando familiares e outras pessoas das proximidades.
As autoridades ainda trabalham para esclarecer a sequência completa dos acontecimentos.
Turquia reforçou segurança nas escolas
O episódio acontece meses depois de outros ataques contra escolas que provocaram forte repercussão na Turquia.
Dois ataques com mortes registrados em abril levaram o governo a adotar novas medidas de segurança para o ano letivo de 2026-2027. Entre as iniciativas estão controles mais rigorosos relacionados ao acesso a armas.
Antes desses episódios, ataques desse tipo eram considerados incomuns no país.
O vice-presidente turco, Cevdet Yilmaz, informou que os ministros do Interior, Mustafa Ciftci, e da Educação, Yusuf Tekin, viajariam para Manisa para acompanhar a situação e realizar inspeções.
A investigação deve apurar, entre outros pontos, as circunstâncias que permitiram o acesso do estudante à arma e se houve falhas na supervisão ou no armazenamento do armamento.

