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Irã anuncia novos armamentos
Reprodução internet
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Mundo – O Irã anunciou nesta terça-feira (22) que está ampliando suas capacidades militares e testando novos armamentos, enquanto o presidente Masoud Pezeshkian viaja a Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A declaração foi feita pelo porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Hossein Mohebbi. Segundo ele, Teerã continua produzindo e testando equipamentos militares que, na avaliação das autoridades iranianas, poderão ser utilizados para defesa e resposta a eventuais novos ataques.

Mohebbi não apresentou detalhes sobre os sistemas que estariam sendo desenvolvidos ou testados. Ele afirmou, porém, que o país mantém esforços para ampliar sua capacidade militar diante das tensões com os Estados Unidos.

Guarda Revolucionária ameaça mudar armas e alvos

Em declarações anteriores, Mohebbi afirmou que uma nova ofensiva contra o Irã provocaria mudanças na estratégia militar do país.

Segundo o porta-voz, Teerã poderia alterar a chamada geografia do conflito, além de empregar armamentos e equipamentos que ainda não teriam sido utilizados. Ele também afirmou que os alvos de uma eventual nova resposta iraniana não necessariamente seriam os mesmos atingidos anteriormente.

As declarações ocorrem em meio à continuidade das tensões militares entre Irã e Estados Unidos. As autoridades iranianas também afirmam ter realizado testes recentes de novos sistemas de armas.

Não foram divulgadas informações independentes que permitam confirmar as capacidades atribuídas aos equipamentos mencionados pelo porta-voz.

Pezeshkian leva críticas à Assembleia Geral da ONU

Enquanto a Guarda Revolucionária reforça o discurso militar, Pezeshkian segue para Nova York para participar da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

Antes da viagem, o presidente iraniano acusou potências estrangeiras de descumprirem acordos e criticou ataques que, segundo ele, atingiram civis. Pezeshkian também mencionou conflitos envolvendo Gaza, Síria, Iêmen e o próprio território iraniano.

O presidente citou ainda o ataque de 28 de fevereiro contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab. Autoridades iranianas afirmaram que mais de 150 pessoas morreram no episódio, entre elas cerca de 120 crianças.

As informações sobre as circunstâncias e responsabilidades relacionadas aos ataques são objeto de disputa entre as partes envolvidas no conflito.

Ministro iraniano também critica cenário internacional

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também esteve em Nova York. Em sua manifestação, afirmou que o tema escolhido para a Assembleia Geral deste ano, voltado à reconstrução da confiança e à transformação das Nações Unidas, evidencia a necessidade de recuperar a credibilidade das instituições internacionais.

Araqchi atribuiu a perda de confiança ao que considera desrespeito ao direito internacional e às instituições multilaterais por diferentes países.

A presença da delegação iraniana na ONU ocorre justamente em um momento de intensas discussões diplomáticas sobre o conflito e sobre as condições para uma possível redução das hostilidades.

Estreito de Ormuz permanece no centro das negociações

Além da questão militar, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção da crise. A passagem marítima é estratégica para o transporte internacional de petróleo e outros produtos energéticos.

Nesta terça-feira, o Irã afirmou estar disposto a reabrir o estreito em determinadas condições, incluindo a redução da pressão militar dos Estados Unidos e o fim do bloqueio aos portos iranianos. A proposta foi apresentada enquanto representantes iranianos participam da Assembleia Geral da ONU.

O governo americano, por sua vez, mantém a pressão sobre Teerã e afirma que uma eventual negociação precisa abordar questões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

A possibilidade de conversas entre representantes dos dois países permanece em discussão durante a semana da Assembleia Geral, embora não haja, até o momento, uma reunião formal agendada entre Pezeshkian e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Petróleo reage às incertezas no Oriente Médio

A tensão também repercute no mercado internacional de petróleo. Investidores acompanham as movimentações diplomáticas em Nova York e qualquer sinal de mudança na situação do Estreito de Ormuz.

O cenário combina fatores militares, diplomáticos e econômicos. Uma eventual interrupção prolongada do transporte pela região poderia afetar o fluxo internacional de energia, enquanto uma redução das hostilidades teria potencial para diminuir parte das preocupações relacionadas ao abastecimento.

Com Pezeshkian prestes a discursar na Assembleia Geral, a atenção internacional se concentra nas mensagens que o presidente iraniano levará à ONU e em possíveis sinais sobre o futuro das negociações. Ao mesmo tempo, as declarações da Guarda Revolucionária indicam que Teerã mantém sua preparação militar enquanto as discussões diplomáticas continuam.

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